Dia 16 de Outubro, é comemorado o Dia do Instrutor de Autoescola.

O instrutor de trânsito deve ter idade mínima de 21 anos, certificado de curso específico na área, não ter cometido qualquer infração grave no trânsito e possuir ensino médio completo, ter feito curso de direção defensiva e primeiros socorros.
Do ramo dos serviços, a categoria vem conquistando seus direitos aos poucos e com muita luta, explica Valdir José Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Empregados, Instrutores e Diretores em Auto Escolas, Centro de Formação de Condutores A e B, Trabalhadores e Empregados em Despachantes e Trabalhadores e Empregados em Transportes Escolares e seus anexo e Afins do Município de São Paulo (Sintradete/SP). “A principal conquista aconteceu em agosto de 2010, com a regulamentação da profissão, após dois anos de mobilização de trabalhadores e trabalhadoras.

A Lei nº 12.302, que regulamenta o exercício da profissão de instrutor de trânsito, foi sancionada pelo ex-presidente Lula”, explica. De acordo com a norma, instrutor de trânsito é o profissional responsável pela formação de condutores de veículos automotores e elétricos com registro no órgão executivo de trânsito dos estados e do Distrito Federal.

Segundo o dirigente, uma das principais reivindicações é um piso salarial digno. “Além disso, é necessário que haja infraestrutura nas cidades e nos locais de treinamento, e acima de tudo fazer com que o poder público olhe para estes profissionais como professores. Nós somos responsáveis pela educação no trânsito dos condutores”, afirma o dirigente.

De acordo com a lei, cabe ao profissional responsável pela formação de condutores de veículos instruírem os alunos sobre os conhecimentos teóricos e as habilidades necessárias à obtenção, alteração, renovação da permissão para dirigir e da autorização para conduzir ciclomotores – além de ministrar cursos de especialização e similares, definidos em resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

Para Lima, os instrutores de trânsito têm contribuído para o desenvolvimento do País, porém não contam com apoio de políticas públicas específicas para a categoria. “Precisamos que os governantes pensem em leis voltadas para a segurança no trânsito e para a capacitação dos instrutores com relação à direção defensiva”, disse.